O Avaí vive um dos momentos mais turbulentos dos últimos anos. Dentro de campo, o time foi dominado pelo Goiás e perdeu por 2 a 0 na Ressacada, aumentando para oito jogos a sequência sem vitória na Série B. Fora dele, o cenário é ainda mais preocupante: salários atrasados, punições no Fair Play Financeiro e um clube mergulhado em uma gestão de crise admitida pelo próprio presidente.
A derrota deste domingo escancarou o tamanho do problema. O Goiás controlou a partida em Florianópolis, marcou com Bruno Sávio e Anselmo Ramon e ainda viu o Avaí perder Daniel Penha, expulso no segundo tempo. O resultado deixou o Leão estacionado na parte de baixo da tabela, perigosamente próximo da zona de rebaixamento.

O problema vai além da bola rolando
Antes mesmo da partida, o presidente Bernardo Pessi admitiu, em entrevista à CBN Floripa, que o clube enfrenta uma situação “grave” e “emergencial”. O dirigente confirmou pendências financeiras acumuladas desde gestões anteriores, dificuldades para pagar salários e penalidades relacionadas ao Fair Play Financeiro.
A fala escancarou um Avaí sem estabilidade financeira, pressionado por dívidas e tentando evitar consequências ainda maiores nos bastidores da CBF.
Após a derrota para o Goiás, Pessi viajou ao Rio de Janeiro para reuniões na Confederação Brasileira de Futebol em busca de soluções para o caos financeiro. Ao mesmo tempo, o Conselho Deliberativo foi convocado para uma reunião emergencial na Ressacada.
O discurso do presidente foi praticamente um pedido de socorro: “Não tô aqui brincando, é grave a situação e precisamos de ajuda.”
A sensação é de que o Avaí perdeu o controle da temporada antes mesmo da metade da Série B. O time não vence, a pressão aumenta a cada rodada e o clube passa a impressão de estar completamente perdido administrativamente.
Agora, a partida contra o Criciúma ganha contornos dramáticos. Mais do que três pontos, o Avaí joga para evitar que a crise vire um colapso completo — esportivo, político e financeiro.




