Desembargador Carlos Roberto da Silva assume presidência do TRE-SC

O desembargador Carlos Roberto da Silva tomou posse como presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) na tarde de segunda-feira, 9 de março, em cerimônia realizada na Sala de Sessões Ministro Teori Zavascki, no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Na mesma solenidade, o desembargador Saul Steil assumiu a vice-presidência da Corte e a função de corregedor regional eleitoral.

Os dois magistrados comandarão o TRE-SC no biênio 2026-2027, período que inclui a organização e condução das Eleições 2026 no estado.

Em seu discurso de posse, Carlos Roberto da Silva destacou a importância de que o processo eleitoral seja marcado pelo respeito e pelo diálogo. Segundo ele, a expectativa é que o próximo pleito seja vivido como um momento de afirmação da democracia.

“Que vivamos o próximo pleito não como um campo de batalha, mas como uma celebração da liberdade”, afirmou.

O novo presidente também ressaltou que sua gestão terá como prioridades a defesa do sistema eletrônico de votação, a preservação do sigilo do voto e o combate à desinformação. Entre as iniciativas previstas está ampliar o acesso da população a informações sobre o funcionamento das urnas eletrônicas, permitindo que os eleitores compreendam melhor cada etapa do processo eleitoral — desde o registro do voto até a totalização dos resultados.

Ele ressaltou ainda que o fortalecimento do diálogo será um eixo central da administração. “O debate é essencial para a democracia, mas perde seu sentido quando o adversário deixa de ser visto como interlocutor e passa a ser tratado como um obstáculo”, afirmou.

Defesa do voto livre

Em sua fala, o vice-presidente e corregedor regional eleitoral, Saul Steil, destacou a relevância do voto como instrumento de transformação social. Para ele, a missão da Justiça Eleitoral é assegurar que cada cidadão possa exercer seu direito de escolha de forma livre e consciente.

“O poder emana do povo e se manifesta por meio de representantes eleitos. É na vontade livre do eleitor que residem as mudanças sociais”, disse.

Steil também destacou o papel desempenhado por magistrados, servidores e colaboradores da Justiça Eleitoral na garantia da legitimidade do processo eleitoral.

Transição no comando do tribunal

A cerimônia marcou a transmissão do cargo do então presidente do TRE-SC, desembargador Carlos Alberto Civinski, que enfatizou a importância do trabalho coletivo na condução da Justiça Eleitoral.

Segundo Civinski, a presidência do tribunal é uma função temporária, enquanto a missão institucional permanece. “O que permanece é a credibilidade da Justiça Eleitoral e o compromisso com a democracia e com a vontade do povo”, declarou.

Representando a presidência do TJSC, o desembargador André Luiz Dacol desejou sucesso à nova gestão e ressaltou os desafios que o tribunal enfrentará diante do cenário de polarização política e da disseminação de desinformação, fenômeno ampliado pelo uso crescente de tecnologias digitais e inteligência artificial.

Trajetória dos novos dirigentes

Natural de Florianópolis, Carlos Roberto da Silva graduou-se em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali) em 1990. Ingressou na magistratura catarinense em 1993 como juiz substituto e atuou em diversas comarcas do estado. Foi promovido a desembargador do TJSC em 2019 e, em 2025, passou a integrar o Pleno do TRE-SC, onde exerceu a vice-presidência antes de assumir a presidência em 2026.

Saul Steil nasceu em Tijucas e formou-se em Direito pela Univali em 1984. Iniciou sua carreira no Judiciário como servidor do cartório de registro civil da comarca de São João Batista e posteriormente ingressou na magistratura em 1990. Atuou em diversas comarcas catarinenses e foi promovido ao TJSC em 2009. Também possui longa atuação acadêmica, com atividades docentes em instituições de ensino jurídico e na Escola da Magistratura de Santa Catarina.

A nova direção do TRE-SC ficará responsável por conduzir os trabalhos da Justiça Eleitoral catarinense até 2027, com foco na organização das eleições e no fortalecimento da confiança da população no processo democrático.

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